Em uma indústria, o aterramento elétrico não é apenas uma conexão com o solo. Ele é parte do sistema de segurança que protege máquinas, instalações, pessoas e a continuidade da produção. Em São Paulo e na Grande SP, onde a densidade industrial é alta e temporais são frequentes, um aterramento bem projetado pode evitar acidentes graves e prejuízos operacionais.

Este artigo explica o papel do aterramento dentro do SPDA, o que diz a NBR 5419:2026 e quando a medição de resistência ôhmica entra no processo.

Por que o aterramento importa tanto na indústria

Em ambientes industriais, o aterramento atua em várias frentes:

  • Segurança de pessoas: garante o funcionamento dos dispositivos de proteção (DR, disjuntores) em caso de falha.
  • Proteção de equipamentos: drena surtos e correntes de fuga, reduzindo queima de painéis, inversores e sensores.
  • Continuidade operacional: evita paradas não programadas causadas por disparos de proteção ou interferência eletromagnética.
  • Conformidade técnica: integra o SPDA e o laudo exigido para o AVCB.

Um aterramento deficiente pode comprometer todos esses pontos ao mesmo tempo.

Aterramento e SPDA: a mesma malha de segurança

O SPDA industrial é composto por captores, cabos de descida e aterramento. Quando uma descarga atmosférica atinge a edificação, é o aterramento que dissipa a energia da corrente do raio no solo.

Para isso funcionar, a malha de aterramento precisa ter:

  • resistência adequada para a aplicação;
  • continuidade elétrica entre todos os pontos;
  • conexões mecânicas e elétricas seguras;
  • acesso para manutenção e medição;
  • compatibilidade com aterramento funcional de equipamentos sensíveis.

A NBR 5419-3 traz os critérios de projeto, e a NBR 5410 complementa as exigências para instalações elétricas de baixa tensão.

Medição de resistência ôhmica: o controle real

A única forma de saber se o aterramento está eficiente é medir sua resistência. A medição de resistência ôhmica é feita com terrômetro calibrado e segue procedimento técnico específico.

Se o valor medido estiver acima do limite recomendado para o projeto, as soluções podem incluir:

  • adição de hastes de aterramento;
  • uso de anéis e malhas;
  • tratamento do solo próximo às hastes;
  • revisão das conexões e emendas;
  • integração com malhas existentes de forma segura.

A ABI Antel realiza medição de resistência ôhmica em indústrias de São Paulo e Grande SP, com emissão de laudo técnico quando necessário.

Situações que exigem revisão do aterramento industrial

  • expansão do galpão com novos painéis ou máquinas;
  • instalação de carregadores de veículos elétricos;
  • troca de transformadores ou quadros gerais;
  • reformas que alteraram o piso, cobertura ou estrutura metálica;
  • histórico de queima de inversores, CLPs ou CFTV;
  • laudo de SPDA vencido ou reprovado na vistoria.

Laudo técnico e ART para indústria

Documentar o aterramento é tão importante quanto executá-lo. Para o AVCB, inspeções e adequações devem ser acompanhadas de laudo técnico de SPDA, assinado por engenheiro habilitado com ART CREA-SP. Laudos sem ART não têm validade perante o Corpo de Bombeiros, seguradoras ou fiscalização municipal.

A ABI Antel emite laudos técnicos de SPDA, aterramento e DPS para indústrias, com responsável técnico Eng. Tadeu Francisco Trallese (CREA-SP 0601424030).

Conclusão

O aterramento elétrico para indústrias em São Paulo é a base da proteção contra descargas atmosféricas e de uma instalação elétrica segura. Mantê-lo dimensionado, medido e documentado é uma exigência da NBR 5419:2026 e uma proteção real para o negócio.


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