Muitos prédios antigos em São Paulo ainda têm, no topo, um para-raios radioativo, um modelo proibido há décadas. Se é o seu caso, ele precisa ser desativado e substituído. Veja por quê e como.

O que é um para-raios radioativo

Entre as décadas de 1970 e 1980, foram instalados captores que continham elementos radioativos (como amerício-241 ou rádio-226), sob a ideia de que "ionizariam" o ar e aumentariam o alcance de proteção.

Na prática, não há ganho de eficiência em relação aos sistemas convencionais, e o material representa um risco radiológico, sobretudo quando o captor se deteriora com o tempo.

Por que foram proibidos

Por essas razões, os para-raios radioativos foram proibidos no Brasil. A CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear) determina que esses dispositivos sejam desativados e recolhidos, com descarte controlado, por empresa devidamente autorizada.

Como identificar

Um captor radioativo normalmente tem:

  • formato de cápsula com hastes ou "escovas" laterais;
  • uma plaqueta de identificação, muitas vezes com o símbolo de radiação;
  • aparência claramente diferente da haste Franklin simples.

Importante: não tente remover nem manusear por conta própria. Em caso de dúvida, chame um profissional para avaliar com segurança.

O procedimento correto

  1. Avaliação do dispositivo por profissional habilitado;
  2. Desativação e recolhimento por empresa autorizada pela CNEN, com a documentação de descarte;
  3. Instalação de um sistema moderno (Franklin ou gaiola de Faraday) dimensionado conforme a NBR 5419;
  4. Emissão do laudo com ART, regularizando a edificação para o AVCB.

Precisa substituir o seu?

A ABI Antel atua com para-raios desde 1984 e orienta todo o processo de substituição de captores antigos por sistemas atuais e em conformidade com a norma. Conheça nossa instalação de para-raios ou fale com a gente para uma avaliação.